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Tipos de frete: entenda quais são as diferenças entre CIF e FOB!

6 minutos para ler

Quando falamos dos tipos de frete disponíveis para contratação, é importante destacar que diversos pontos devem ser analisados, além do preço cobrado. A qualidade do serviço, a reputação da empresa que fará o transporte e até mesmo as condições de pagamento, por exemplo, são aspectos muito importantes.

Contudo, há um fator que costuma ser ignorado: quem vai arcar com os custos e as responsabilidades do serviço. Dito isso, é essencial entender os conceitos que envolvem os tipos de frete CIF e FOB, pois isso ajuda a esclarecer esse tipo de questão.

Com base nesse contexto, elaboramos este conteúdo, a fim de explicar sobre esses tipos de frete, como funcionam e por que é importante tomar cuidado antes de contratar cada um deles. Acompanhe a leitura para conferir!

Quais as diferenças entre CIF e FOB?

Como você já pôde entender até aqui, CIF e FOB são duas categorias de tipos de frete distintas. A princípio, podemos afirmar que a maior diferença entre elas é a determinação do responsável pela mercadoria durante o transporte até a entrega.

A seguir, mostraremos de maneira mais detalhada como se caracteriza cada modalidade.

Frete CIF

Cost, Insurance and Freight, ou CIF, significa “Custo, Seguro e Frete”. Na prática, o CIF é uma espécie de contrato de transporte internacional entre um vendedor e um comprador. Nessa categoria, é a empresa fornecedora que paga os custos com o frete e assume as responsabilidades até que a entrega seja feita.

Isto é, nessa modalidade, o valor é pago na origem e quem vende o produto deve se responsabilizar pelos custos e riscos do transporte até que a mercadoria chegue ao comprador. Em geral, os consumidores preferem optar pelo CIF, embora ele seja mais caro.

No setor logístico, o CIF também é bastante popular, em especial nos modelos de negócios B2C, ou quando há um volume maior de remessas para diferentes clientes. Isso ocorre porque é complexo organizar distintos tipos de frete, o que torna o FOB pouco interessante. Inclusive, o CIF costuma ser mais utilizado em e-commerce.

Frete FOB

Free on Board, ou FOB, significa “Livre a Bordo”. Nessa categoria, o vendedor fica livre de suas responsabilidades pela mercadoria quando ela é despachada. Desse modo, quem passa a assumir os riscos e os custos com transporte, a partir do embarque, é o comprador. Ou seja, é uma modalidade mais favorável para os vendedores.

Esse tipo de frete costuma ser mais utilizado em entregas no modelo B2B, em especial quando estamos falando de fretes com custo muito alto ou cargas de alto valor agregado.

Destaca-se que é normal que indústrias comprem produtos de diferentes fornecedores e que utilizem as mesmas transportadoras para coletar as mercadorias diretamente nas empresas.

Quando cada tipo de frete deve ser utilizado?

No tópico anterior, mostramos que, entre os tipos de frete, cada modalidade é utilizada em circunstâncias e mercados diferentes. Enquanto o frete FOB é organizado pelo destinatário da mercadoria, o frete CIF é organizado pelo embarcador.

Como funcionam os pagamentos e os custos de cada tipo de frete?

Como já foi dito, a principal diferença entre os tipos de frete CIF e FOB está no fato de quem vai pagar e se responsabilizar pelo transporte da mercadoria. Assim, quando o frete é negociado no modelo CIF, é o fornecedor — ou quem vai remeter a carga — que deve arcar com os valores.

Como a responsabilidade é da empresa que fornece o produto, no modelo CIF, o pagamento é realizado já na origem do transporte, ou seja, assim que o material é coletado. Por isso, quando o comprador paga pelo produto, os valores da mercadoria e do transporte já estão inclusos no preço.

No caso do frete FOB, é o consumidor que assume o pagamento tanto do seguro quanto do frete dos produtos enviados. O cliente deve efetuar o pagamento do frete quando a mercadoria for recebida no destino final. Ainda que o cliente seja o responsável por acionar a transportadora, é ele quem deve pagar o custo no ato do recebimento.

Já se deparou com o termo “frete a pagar”°? Pois bem, é um exemplo básico de frete FOB praticado pelos Correiros. Nesse caso, não importa se foi o remetente ou o destinatário que contratou o serviço, quem paga é o indivíduo que recebe a mercadoria.

Por que é importante fazer a definição correta entre os tipos de frete para os processos de logística?

A gestão de riscos também deve ser dividida com base em cada modalidade de frete. Os riscos também devem ser gerenciados pela empresa fornecedora, que tem a responsabilidade pelos custos. Em casos assim, ela só se exime da responsabilidade, no que se refere à segurança das cargas, quando a entrega é realizada no local que o comprador definiu.

Por outro lado, no modelo de frete FOB, o cliente assume os riscos do transporte, assim como os custos pelo serviço. Sua responsabilidade se inicia a partir do momento em que a carga é embarcada e termina quando a entrega é realizada. Se for o caso de um transporte internacional, a responsabilidade é do fornecedor, desde o envio da carga até o ponto de origem em que ela será embarcada.

Com base nessas informações, é importante destacar que o monitoramento dos tipos de frete pode ser tornar um grande problema para as empresas. Afinal, não é incomum que ocorram erros de interpretação quanto às responsabilidades definidas para cada caso.

No CIF, por exemplo, é normal que os clientes não acompanhem o transporte, já que o controle é de responsabilidade de quem fornece a carga. Já no FOB, como o cliente é o responsável pela segurança do produto, o vendedor pode não acompanhar o que está acontecendo durante a entrega.

No Brasil, é muito comum que os transportes realizados dentro do país — em especial por via rodoviária — sejam negociados no modelo CIF, para que a fornecedora fique com as responsabilidades e custos sobre a caraga, incluindo seu monitoramento.

Para concluirmos este artigo sobre os tipos de frete, é importante ressaltar que, se a sua companhia se compromete a entregar os produtos para os clientes, é imprescindível que conte com ferramentas e serviços tecnológicos para rastrear os pedidos. Isso porque, além de monitorar o status, esse tipo de solução evita problemas e garante mais agilidade aos processos.

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