O agronegócio é muito explorado no Brasil. Na verdade, a história de nosso país está, em grande parte, pautada no agronegócio, pois desde a época da colonização que a agricultura (cana de açúcar) e a pecuária (gado bovino e muar, principalmente) ajudaram a consolidar a economia nacional.

A logística também é aplicada ao agronegócio e tem função estratégica. Quando o gestor consegue administrá-la da forma correta, o empreendimento tende a crescer e tornar-se competitivo.

Veja a seguir como funciona a logística no agronegócio e aproveite 6 dicas para seu negócio se destacar no mercado!

A logística no agronegócio

A logística é uma forma de gestão que envolve principalmente a movimentação das mercadorias e materiais, em diferentes segmentos, considerando a cadeia produtiva integral de cada produto. Ela procura agilizar os processos e as operações a fim de efetivar no prazo mais curto possível suas obrigações, economizando custos e oferecendo boa qualidade no resultado final.

A logística, portanto, não está limitada ao transporte de cargas, embora, durante muito tempo, ela tenha sido tratada dessa forma devido à importância que o transporte desempenha nas operações logísticas (especialmente em relação aos custos).

A logística no agronegócio envolve todos os fluxos de mercadoria em todas as tarefas importantes no decorrer do processo de produção. Também envolve o refluxo, como a série de atividades relativas aos suprimentos, às operações de suporte aos processos produtivos e às tarefas associadas à distribuição das mercadorias na fase de comercialização (armazenagem, transporte, modos de distribuição).

Os pilares da logística no agronegócio

A logística no agronegócio divide-se em três partes integradas. Da integração dessas partes, depende o sucesso do negócio.

A logística de suprimentos

Na cadeia de produção da agroindústria, a logística de suprimentos trata da maneira como os serviços e os insumos chegam até as empresas que compõem cada cadeia de produção, assegurando que estejam sempre disponíveis, ajudando assim na redução de custos de produção e de comercialização.

Os insumos usados no agronegócio representam um importante elemento na formação dos custos de produção. Alguns deles apresentam preços de transporte mais altos que os preços de aquisição — um exemplo é o calcário agrícola cujo valor de compra é relativamente baixo, mas seu transporte é, via de regra, mais caro, considerando o volume transportado e a distância percorrida.

A logística de apoio à produção agropecuária

Na administração do processo de produção, que abrange o suprimento dos insumos, busca-se alcançar maior eficiência e eficácia nos processos e operações. A logística, por sua vez, procura aprimorar os processos operacionais que envolvem o deslocamento dos materiais. Essas operações abrangem também as informações sobre os estoques e os planos de aplicação de cada mercadoria.

A logística no agronegócio visa à movimentação dos materiais no volume certo, sem superlotar os estoques, pois estoques muitos grandes só representam muito capital de giro imobilizado (em uma emergência, a baixa liquidez deles pode levar a empresa a recorrer a empréstimos para sanar o problema).

Conseguida a produção, a logística se encarregará da movimentação dos itens: transporte interno; armazenagem e estoques primários; manuseios; entregas; estoques finais etc.

A logística de distribuição

Os produtos do agronegócio tendem a ser perecíveis, exigindo um tratamento diferenciado depois da colheita. É preciso ter cuidados em relação ao transporte, escolher as embalagens adequadas, fazer a armazenagem a temperaturas certas, controlar a umidade relativa do ar.

Outro fator importante a considerar é a sazonalidade, ou seja, devido às condições climáticas, alguns produtos são colhidos somente uma vez a cada ano em certas regiões. Podem apresentar safra em alguns meses, mas não durante o ano todo. Nesses casos, o transporte precisa atender às particularidades desses produtos, evitando que ele perca sua validade, e realizar entregas pontuais.

Em Minas Gerais, a jabuticaba, o repolho e a rúcula são exemplos de produtos sazonais, característicos do mês de outubro.

As 6 dicas para se destacar no mercado

Confira, finalmente, 6 dicas de logística no agronegócio para seu empreendimento se destacar no mercado.

1. Use tecnologia

Para se manter sólida no mercado e competitiva, a empresa deve investir nos melhores recursos tecnológicos que ajudem a aprimorar o trabalho e a diminuir custos, principalmente os fixos. A tecnologia ajuda a melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos.

Há muitos recursos que podem ser usados na logística, como ERP (gestão de empresas), TMS (gestão de transporte) e WMS (gestão de armazém). Sistemas de rastreamento e monitoramento são opções para controlar o transporte das mercadorias, da mesma forma que os roteirizadores, que traçam rotas de forma automática, considerando os melhores critérios.

Existem aplicativos que melhoram a comunicação entre as pessoas, entre os gestores e os trabalhadores. Muitos softwares podem ser utilizados na nuvem, com custos mais baixos e permitindo acesso de qualquer local.

2. Atualize-se sobre a legislação

O setor do agronegócio possui leis que não funcionam muito bem. De qualquer modo, é importante atualizar-se sobre o que há de novo nas leis específicas do segmento.

No Brasil, existem portarias, emendas, normas e regulamentos que, ao serem aprovados, podem dar novos rumos ao agronegócio.

Nem sempre é fácil acompanhar a legislação, mas é recomendável sempre ler notícias nos jornais impressos e na internet e acompanhar os telejornais.

Recentemente, foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais a Lei nº 21.156/2014. Ela defende o desenvolvimento rural sustentável na agricultura familiar e serve para orientar o Estado na implementação de ações que ajudem a aprimorar o agronegócio.

3. Renove sua frota

Usar veículos antigos costuma envolver custos mais altos. Caminhões velhos consomem mais combustível e necessitam de mais manutenção. Assim, podem comprometer a produtividade e os resultados finais, como a entrega dentro do prazo.

Em alguns casos, algumas adaptações podem resolver o problema, mas isso pode sair mais caro que a aquisição de veículos novos. 

4. Escolha o melhor modal

O modal mais usado na logística do agronegócio é o rodoviário. Mas, em algumas situações, outro modal poderá ser mais funcional, como o aéreo, ferroviário ou aquaviário. A navegação de cabotagem, por exemplo, vem se tornando uma alternativa eficaz para o transporte de mercadorias costeando o litoral.

O transporte de grãos por meio das rodovias tem causado certos prejuízos aos empreendedores de agronegócio.

5. Terceirize e alugue galpões

Muitas operações podem ser terceirizadas na logística do agronegócio. É possível recorrer a transportadoras, alugar galpões e terceirizar a gestão de algumas etapas.

A terceirização pode evitar problemas como a depreciação de veículos e a necessidades de grandes espaços próprios para estocagem.

Os custos tendem a cair quando se utiliza corretamente os serviços terceirizados.

6. Aplique a Logística Enxuta

A Logística Enxuta consiste na aplicação de técnicas e estratégias que visam eliminar desperdícios e agregar mais valor ao produto. Fazem parte da Logística Enxuta técnicas como Just In Time e Cross-Docking.

Just In Time é a compra de novos produtos somente quando for efetivamente necessário. Dessa forma, reduzem-se estoques sem afetar o atendimento ao público. Cross-Docking é um sistema que dispensa a estocagem, pois os materiais assim que chegam à empresa são separados e encaminhados para seu destino. Um galpão alugado serviria muito bem aos objetivos de Cross-Docking.

Qual é a sua opinião sobre o post sobre logística no agronegócio? Se você o achou interessante, pode ser uma ótima ideia saber mais sobre a tendência dos galpões logísticos no mercado nacional. Aproveite!