Como será o corretor de imóveis do futuro?

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O mercado imobiliário, assim como outros setores, vem passando por uma transformação digital. E com isso, o corretor de imóveis precisa se adaptar às novas tendências.

Inovações nos sites de classificados imobiliários, visitas virtuais, atendimento automatizado via Whatsapp, integrando outras plataformas, são apenas algumas das novidades que esse tipo de profissional precisa lidar no dia a dia. Além disso, a pandemia também acelerou essa transformação, exigindo um alto nível de adaptabilidade dos corretores. 

Para garantir o distanciamento social, várias alternativas tiveram que ser adotadas. Desde tours 360º, até atendimentos ao vivo via vídeo ou chat. E para o futuro da profissão, a tendência é que essas e outras mudanças continuem. 

O mercado imobiliário. 

Para entender melhor o novo panorama para o corretor de imóveis, é preciso analisar o mercado imobiliário como um todo. Em 2020, mesmo com a pandemia, o setor teve um bom índice de lançamentos e resultados surpreendentes em setores, como o de galpões logísticos. 

Além disso, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostrou que o índice FipeZap (principal indicador de valores de imóveis) mostrou um leve aquecimento do setor. Inclusive, em maio houve um crescimento de 0,23% no número de vendas. 

Esse crescimento também pode ser visto na busca por crédito. Nos primeiros cinco meses de 2020 houve um aumento de 64,4% na busca por linhas de crédito para imóveis.

Essa prosperidade em meio a crise causada pela pandemia pode ser explicada através de alguns fatores. Por conta da queda na Selic, os juros para financiamentos também baixaram.

Importante ressaltar, que o setor conseguiu se adaptar rapidamente ao cenário imposto pela Covid-19, evitando assim grandes prejuízos. A adoção de medidas como visitas virtuais, atendimentos on-line e a captação remota de imóveis fez toda a diferença. 

Também não podemos deixar de citar o fato das pessoas terem que passar muito tempo dentro de casa. Com isso, os consumidores passaram a repensar se suas residências realmente atendem suas necessidades. 

Crescimento de outros setores afetando o mercado imobiliário 

Outro ponto importante a ser ressaltado é que o corretor precisa estar atento ao crescimento de outros setores. Isso porque, esse fator também interfere diretamente no mercado imobiliário e no dia a dia do profissional. 

E aqui podemos dar dois exemplos. O primeiro deles é o crescimento do e-commerce que tem afetado diretamente o setor de galpões e condomínios logísticos. 

O segundo é o boom do teletrabalho. A pandemia mostrou que o home office é uma alternativa muito vantajosa para empresas que desejam reduzir custos com infraestrutura. 

Logo, vemos uma tendência de redução na busca por escritórios, em contrapartida, há um crescimento na busca por residências e apartamentos com espaços maiores e infraestrutura para a montagem de escritórios. Seja um cômodo adicional, ou até mesmo espaços de coworking. 

A transformação digital e o corretor de imóveis

Quando falamos de transformação digital dentro do mercado imobiliário, muitos profissionais acreditam que ela diz respeito apenas à adoção de novas ferramentas, como aplicativos de imóveis. No entanto, ela também diz respeito ao modo como o corretor de imóveis atende o cliente. 

  1. Otimização da gestão de atendimentos 

Com a pandemia, grande parte dos atendimentos foi migrada para o online. Com isso, mais do que nunca o corretor precisa se preocupar com a gestão de atendimentos. 

As pessoas buscam por imóveis de maneira totalmente online. E vários canais podem ser usados para isso, desde o Whatsapp até sites de classificados online. 

Logo, o corretor de imóveis precisa investir em soluções que centralizem esses atendimentos em um único lugar. Mais do que isso, que permitam uma organização eficiente, facilitando assim a gestão de cada cliente. 

  1. Atendimento de clientes empoderados 

Hoje os clientes do ramo de imóveis estão mais empoderados do que aqueles de dez anos atrás. Isso porque, eles têm fácil acesso à informação e já buscam os corretores de imóveis sabendo exatamente o que querem.

Além disso, não podemos esquecer, também, que as pessoas não pensam mais em comprar um imóvel para vida toda. Elas estão trocando de imóveis em menores períodos de tempo, e também estão encarando esses bens como investimentos. 

Por conta disso, é muito importante que o corretor de imóveis esteja preparado para prestar uma verdadeira consultoria. Os consumidores buscam profissionais que ofereçam consultorias, e não queiram apenas “empurrar imóveis”. 

Inclusive, Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty, uma imobiliária de alto padrão, salientou essa importância durante o Inman Connect, evento do setor imobiliário que aconteceu em Las Vegas.

“Um consultor presta todo auxílio aos clientes com informações precisas adquiridas através de novas tecnologias e serviços acessórios que deixem esses compradores e vendedores tranquilos em relação ao negócio que estão fechando.”, afirmou Marcelo. 

  1. Recursos tecnológicos para otimizar a negociação 

Sem sombra de dúvidas os recursos tecnológicos baseiam toda a transformação digital. Nos últimos anos, vimos o surgimento de várias tecnologias e ferramentas que otimizam diretamente a rotina do corretor. 

Os tours virtuais, por exemplo, já vinham sendo utilizados amplamente em empreendimentos na planta. Afinal de contas, os compradores em potencial podiam ver digitalmente as construções finalizadas.

E com a pandemia essa tecnologia passou a ser muito utilizada em imóveis já prontos, como uma forma de permitir a visitação virtual. 

Não podemos esquecer, também, de outras tecnologias, como o uso de boots em sites de imobiliárias, que agilizam o atendimento. 

A verdade é que o corretor de imóveis do futuro precisa estar antenado não apenas no mercado imobiliário em si, mas em tudo aquilo que, de alguma forma, pode melhorar e otimizar a experiência do cliente. 

Seja o crescimento de outros mercados que podem influenciar o setor de imóveis, ou até mesmo o surgimento de novas tecnologias que otimizem a negociação e facilitem o atendimento, mesmo que o cliente não possa visitar o imóvel ou comparecer em uma imobiliária. 

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