Apesar de Coronavírus, Setor Imobiliário vê demanda!

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O Coronavírus afetou economicamente uma série de setores no Brasil e no mundo. Contudo, o setor imobiliário foi um dos segmentos que, apesar da pandemia, viu várias demandas surgirem. 

Apesar de alguns lançamentos terem sido adiados logo em março e abril, por conta do surgimento dos primeiros casos, em questão de negociações o cenário se manteve positivo. Por exemplo, o movimento nos plantões de vendas virtuais teve um desempenho de 50% do que seria em um período normal.

Além disso, a queda da taxa Selic acabou criando perceptivas positivas para quem queria adquirir um imóvel. Com ela em torno de 3% ao ano, as taxas de financiamento imobiliário variam entre 7% e  8%.

Setor imobiliário de galpões se mantem aquecido 

O mercado residencial de modo geral não teve alterações significativas durante a pandemia. Isso porque a taxa de urbanização não foi diretamente afetada.

O que podemos observar é uma mudança comportamental nos consumidores que buscam residência com estruturas para Home Office. 

Já no mercado comercial, os diferentes segmentos dentro dele foram afetados de maneiras distintas. Não há como negar que áreas como a de hotelaria e varejo estão passando por grandes dificuldades. 

No entanto,  quando falamos de espaços de armazenamento e logística, as perspectivas são bem positivas. Isso se deve, principalmente, por conta do crescimento do e-commerce. 

Com as pessoas comprando mais online, houve a necessidade de mais galpões logísticos para facilitar as operações de comércios digitais de todos os portes. 

Para a Log Commercial Properties, por exemplo, teve um lucro líquido de R$ 66,242 milhões. Além disso, taxa de vacância ficou estabilizada em 3,5%.

Em entrevista para o site Mercado&Consumo, o CEO Sergio Fischer falou mais sobre essa demanda que surgiu perante a crise. 

“O setor de galpões foi impactado muito positivamente pelo crescimento de e-commerce, que sempre foi uma aposta nossa. Hoje 46% da nossa área locada é para operador total ou parcial de e-commerce. Nossos clientes pediram áreas adicionais e expansões para conseguirem atender ao consumidor exigente, que compra e quer o produto entregue em 24 horas. Hoje, todos os operadores de e-commerce do Brasil estão em algum projeto da Log.”, explicou o CEO. 

Ao que tudo indica, esse crescimento deve continuar em 2021 para quem investe em galpões logísticos. Isso porque a expectativa de crescimento do e-commerce para 2021 é de 26%. 

Com isso, os espaços de armazenamento devem continuar tendo cada vez mais demanda por parte de players de todos os tamanhos dentro do varejo eletrônico.

Diferentes comportamentos aumentam demandas durante a pandemia

Um fato interessante sobre a pandemia e o setor imobiliário é o fato de novos comportamentos terem surgido dentro da pandemia. Em relação ao mercado residencial, podemos destacar, por exemplo, a busca por imóveis maiores e mais confortáveis.

Isso se deve pelo fato das pessoas terem que passar mais tempo em casa, muitas vezes não apenas trabalhando via Home Office, mas tendo crianças sem aula ocupando os espaços da residência. 

Uma plataforma digital de classificados de imóveis registrou um aumento de 58% na busca por imóveis com quatro quartos. Além disso, a procura por opções com dois quartos diminui para 22%. 

No setor imobiliário de galpões também houve mudanças comportamentais. Apesar do eixo Rio-São Paulo ainda estar no topo das buscas, foi possível perceber um crescimento na procura por espaços em regiões metropolitanas das capitais, bem como em Estados como Minas Gerais. 

Em algumas cidades da RM de São Paulo, a taxa de vacância ficou em menos de 20% no ano passado. 

Esse comportamento se deve por alguns motivos. 

  • Interesse na otimização da logística 

Um dos principais fatores que está interferindo na demanda do setor imobiliário de galpões é o interesse das empresas em otimizarem a logística. Por isso, há uma grande procura por espaços em áreas alternativas, que possam auxiliar diretamente a reduzirem o tempo de entrega para o consumidor final. 

Com isso, espaços em regiões metropolitanas e outros Estados que servem de ponte, se tornaram muito requisitados. 

  • Vacância baixa nas capitais 

Outro ponto importante que não pode ser deixado de lado é que, com a alta demanda criada pelo e-commerce, consequentemente o número de vagas em galpões localizados em Capitais reduziu muito, o que acaba elevando o preço. 

Com isso, empresas de pequeno e médio porte precisam buscar alternativas próximas dessas cidades, mas que tenham preços mais competitivos. 

  • Localização 

Além disso, não podemos esquecer do fator localização. Não há como negar que os galpões em grandes cidades são bem localizados. 

No entanto, dependendo do tipo de transporte utilizados nas empresas, eles acabam não sendo tão atrativos. Isso porque, muitas cidades possuem restrições para a circulação de caminhões de entrega, o que acaba dificultando e muito a parte logística. 

Logo, muitos empreendedores passaram a buscar espaços de armazenamento em regiões em torno, que tenham uma boa variedade de vias de acesso, e poucas restrições em relação aos veículos de entrega. 

O que podemos esperar em 2021?

O ano de 2021 ainda deverá ser de muitas adaptações. Ao contrário do que muitos pensam, não há como esperar que o mercado volte a ser antes de pandemia. 

Isso porque tivemos mudanças comportamentais profundas dos consumidores, empresas e até mesmo mercados, que não serão revertidas. 

O que podemos esperar para esse ano é um crescimento ainda maior no e-commerce, uma vez que as pessoas ainda irão demorar a retomarem a confiança nas compras físicas. Consequentemente, o setor imobiliário de galpões pode se preparar para uma alta demanda por bastante tempo. 

Já em relação ao mercado residencial, a tendência é que as taxas se tornem mais atrativas nesse período de recuperação, fazendo assim que as pessoas voltem a fechar mais negócios. No entanto, como ressaltamos anteriormente, também houve mudanças comportamentais nos consumidores que buscam por uma residência. 

Conforto e espaço serão prioridades, assim como uma infraestrutura adequada que permita o trabalho remoto, e também o lazer perto de casa. 

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