6 dicas para fazer uma boa gestão de custos logísticos

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A logística é considerada um setor estratégico para qualquer empresa. As operações logísticas, se não forem bem coordenadas, resultam em custos excessivos, desperdícios, improdutividade — enfim, a armazenagem, o transporte e outras atividades podem ser muito onerosas para a organização.

Naturalmente, o objetivo de qualquer gestor é reduzir e não aumentar seus gastos. Mas essa redução deve ser planejada. O corte de gastos não pode afetar a qualidade dos produtos/serviços e não pode comprometer o atendimento ao cliente.

Neste artigo, daremos 6 dicas para realizar uma eficiente gestão de custos logísticos! Vamos lá?

1. Planeje os custos com transporte

O transporte é uma etapa que costuma sair cara para as empresas, envolvendo as mais altas despesas. Por essa razão, é fundamental um planejamento cuidadoso. Todos os gastos passados para o consumidor, além do preço de venda do produto, influem de forma direta no transporte.

Hoje em dia, há uma ligação muito próxima entre o e-commerce e a loja física. Assim, boa parte dos consumidores efetiva compras por meio da internet. O frete, nessa situação, pode até desmotivar o consumidor — fretes altos demais, mais caros que a própria mercadoria, não são atrativos.

Para não desagradar o cliente, nem ter prejuízos, a empresa deve considerar alternativas que satisfaçam ambos. As transportadoras, os transportadores autônomos e os Correios são opções de entrega. Algumas empresas de transporte oferecem tarifas diferenciadas conforme a localidade, o que pode reduzir custos.

Quando a empresa é fidelizada a uma transportadora, pode contar com descontos vantajosos. O mesmo ocorre quando as rotas da empresa costumam ser as mesmas. Por isso, a roteirização é importante para diminuir gastos com transporte: é preciso considerar a segurança, a distância, a acessibilidade, os prazos, a possibilidade de efetuar muitas entregas em uma única viagem e outros aspectos.

2. Fique alerta ao inventário e à conferência

Um inventário bem efetuado permite que o gestor saiba com precisão a quantidade de itens que tem em estoque, podendo calcular as eventuais perdas com mercadorias vencidas, danificadas, quebradas ou furtadas. A realização do inventário deve ser periódica. O inventário rotativo é feito diariamente, escolhendo uma ou mais mercadorias.

A gestão de custos logísticos deve priorizar a conferência de todos os itens que a empresa recebe (peso, quantidade, dimensão, data de validade e assim por diante). Da mesma forma, as mercadorias enviadas devem ser conferidas também para que não sejam despachados produtos errados ou danificados para o cliente. Essas falhas provocam gastos adicionais como a devolução e prejuízos como a perda do cliente.

3. Racionalize o sistema de entregas

É interessante usar um bom sistema automatizado (software) para administrar o tráfego das mercadorias. Essa estratégia ajuda a diminuir diversas falhas que eram custos, como o despacho em separado de mercadorias que integram uma mesma remessa ou o envio de produtos errados ou trocados.

Usar um software especializado em definir rotas (roteirizador) ajuda a identificar os melhores caminhos para as entregas, considerando os pontos já mencionados e outros, como a presença de postos de combustível, o volume das cargas, os pontos de distribuição e outras coisas.

4. Entre em contato com diferentes transportadoras

O ideal é contar com diferentes opções de empresas de transporte para não ficar sujeito às condições de apenas uma companhia. Essa atitude flexibiliza a negociação de preços, de regiões de entrega mais atrativas e de volumes de cargas e remessas.

Também facilita um atendimento de maior qualidade ao cliente, levando em conta suas necessidades e oferecendo valores de frete mais acessíveis. No caso do comércio eletrônico, essa flexibilidade pode ser definitiva para a decisão de compra do cliente.

5. Adote soluções tecnológicas

A tecnologia tende a ser uma importante aliada na gestão de custos logísticos. Recorrer a soluções tecnológicas pode oferecer muitas vantagens, como rapidez nas entregas, diminuição dos desperdícios, melhoria dos produtos e diminuição de gastos no setor logístico. Veja abaixo algumas dessas soluções!

ERP

É um sistema automatizado que promove a integração entre os diferentes setores empresariais. Ele otimiza o processo de troca de informações e a comunicação, torna muitos processos automáticos (o que diminui as possibilidades de falhas) e ajuda a aumentar a produtividade.

Por meio de um ERP, o setor logístico pode controlar o volume de vendas e equilibrar o tamanho do estoque, além de calcular com mais exatidão a quantidade necessária de veículos para realizarem as entregas.

WMS

É um sistema para administrar o armazém e os estoques. Ele permite gerenciar o recebimento, a armazenagem, a separação de pedidos, o inventário de produtos e o despacho das mercadorias.

TMS

É um software cuja finalidade é gerir o transporte. Apresenta funções como:

  • consolidação da carga;
  • monitoramento das entregas;
  • auditoria das faturas;
  • gerenciamento das ocorrências (como atrasos ou acidentes);
  • roteirização.

6. Encontre boas oportunidades de aluguel de galpões

Em vez de gastar com a compra de grandes armazéns, uma solução é alugar galpões logísticos, reduzindo custos com armazenagem e obtendo outras vantagens, como a facilidade na expansão planejada das operações, a melhor acessibilidade para os veículos, a melhor praticidade na carga e descarga e outros benefícios.

Isso acontece porque as empresas que alugam galpões procuram os pontos estratégicos para sua construção. Nem sempre é possível contar com armazéns próprios situados estrategicamente — muitos podem ser até improvisados.

Alugando galpões, o gestor pode empregar o sistema de armazenamento que julgar mais viável, inclusive o cross-docking, que dispensa a armazenagem por um período prolongado, pois as mercadorias, logo que chegam ao armazém, são preparadas para a expedição, seja para o consumidor final, seja para os pontos de venda.

Vale salientar que, caso ache melhor, o gestor também pode adquirir galpões logísticos a preços bem mais acessíveis que armazéns. O custo-benefício se torna mais evidente quando o próprio gestor se encarrega de construir um armazém, o que pode sair muito caro e nem sempre a construção fica localizada de forma estratégica.

Alugando ou mesmo comprando galpões é possível gerenciar os estoques com mais eficiência, aplicando os métodos de estocagem mais viáveis, usufruindo de espaços com layout eficientes, gerenciando a capacidade de recebimento, bem como a expedição dos pedidos. Estoques ultrapassados devem ser eliminados para liberar espaço e evitar maiores perdas.

Seguindo essas 6 dicas, é possível realizar uma gestão de custos logísticos mais precisa e eficiente, transformando a logística em um setor efetivamente estratégico e não promotor de gastos e desperdícios!

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